terça-feira, 31 de agosto de 2010

é difícil...






Há momentos na vida da gente em que a linha entre o certo e o que deve ser feito é tão grande que parecem coisas distintas, longínquas.
Queria eu ter o poder para decidir quem vive e quem morre, assim poderia eu matar esse sentimento ruim que habita o meu peito?
Poderia eu ignorar completamente os padrões e fazer da realidade uma tela imaculada onde eu mesma a pintaria com as mais belas cores sendo elas as do arco-íris?
Queria eu poder voltar no tempo, não para consertar os erros, mas para sentir novamente aquela paz que só damos conta que existe quando temos medo dos nossos pais perceberem que já passou da meia noite e ainda estamos vendo TV ou na internet esperando a resposta dele no MSN.
Bons tempos aqueles que minha maior preocupação era terminar a redação e estudar para a prova de história, oh materiazinha difícil viu?
Agora eu estou aqui, sentada na escada de emergência da faculdade, sim, estou na faculdade, época onde grande parte dos meus sonhos se realizaria e outros tantos foram construídos, queria eu ter planejado tudo nessa época, como alguém de 12, 13 anos se ilude quando pensa que o melhor da vida começa quando não temos mais que usar uniforme e maquiagem não pertence mais apenas aos finais de semana...
Aí vem o primeiro porre, as primeiras decepções, a primeira DP na faculdade, para quem não ficava de recuperação no colégio tá aí a prova de que você cresceu e realmente mudou, agora você usa salto para ir a aula e faz parte do time de basquete da faculdade, sua turma é a maior da sala e todos perguntam a sua opinião quando têm um problema de verdade...
É... Agora, você cresceu, é uma mulher de 22 anos, madura, que deveria ser dona do seu nariz e do resto... Só não se esqueça que apesar da responsabilidade ser toda sua e algumas decisões afetam sua vida e a de outros seres para sempre...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

.saudade.do.que.poderia.ter.sido.






Achei realmente que depois de tanta experiência de vida eu nunca mais cairia numa dessas.
Vou colocar a situação ao lado um comparativo do inverso para que assim possamos entender o que realmente acontece e como me sinto a respeito disso.
Imagine que você conhece uma pessoa e começa a se relacionar com ela, assim ela passa a dizer que te ama, que você é tudo na vida dela e tudo o mais, porém só com palavras, em suas atitudes ela é uma pessoa fria, que te deixa em segundo plano, prefere fazer outras coisas que estão em seus interesses primordiais e deixa você sempre de lado... As palavras dessa pessoa começam a não fazer sentido, certo?
Se uma pessoa diz que nutre sentimentos por você e não demonstra fica bem difícil de acreditar depois de um tempo, não é mesmo? E por mais que sejamos forte a situação acaba machucando, você se sente mal poxa, ninguém curte ser segundo plano na vida de ninguém, principalmente se essa pessoa está na lista dos seus primeiros planos.
Agora façamos a situação inversa, você se relaciona com uma pessoa que diz não querer se envolver, nunca disse que gosta de você e quando ela fala isso você até sente um frio na barriga e chega a se perguntar o que você ainda está fazendo ali...
Porém, assim como no primeiro caso as atitudes dessa pessoa não condizem com o que ela fala, por mais que as palavras sejam duras às vezes, as atitudes mostram o total oposto, ela é uma pessoa doce, carinhosa, gentil, amiga do tipo pau pra toda obra, te enche de mimos e às vezes faz você se sentir a mulher mais desejada do mundo. Aos poucos conquista um espaço, mas do nada se afasta, dá a fuga de leve, que é pra não se apegar, porque afinal de contas desde o inicio essa pessoa dizia que não queria dividir a vida dela com ninguém...
Assim como a primeira pessoa no final sempre acaba pedindo uma segunda chance, porque por mais que ela não demonstrasse o sentimento ela sentia algo ou pelo menos era o que ela dizia...
A segunda pessoa não pede segunda chance, ela deixa a outra pessoa confusa e com o pensamento de: onde foi que EU errei?!
Nos dois casos essas pessoas SÃO assim, é o jeito delas, uma não sabe demonstrar o que sente, isso é, quando sente... Já a segunda demonstra mesmo sem sentir...
Complicadas...
Mas na boa, o ideal é alinhar atitudes e sentimentos, assim ninguém sai machucado, e o melhor pessoas que se dedicam, que ficam esperando um algo a mais não quebram a cara sem querer...
Cansei de gente estranha... Acho que não mereço isso, aliás, ninguém merece.

Hoje passei o dia pensando nisso, com uma dorzinha no peito sabe?
Mas whatever, sexta-feira é dia feliz e nada nem ninguém vai mudar isso... Maevva aí vou eu!

Fui* Ótimo find pra quem fica =D

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Você já sentiu raiva?!




Habilidosa raiva, embrulha o estômago como ninguém, generosa, presenteia o impulso, primo irmão do arrependimento, irmão da culpa.
Intensa raiva, vem, mas chega com força, derrubaria uma árvore centenária, mas a mim cerra apenas os dentes, para me ensinar a sorrir enquanto me abraça com malícia pelas costas e me aperta o peito.
Vem comigo escorada feito ferido de guerra e me apressa o passo para levá-la a algum lugar, alguém que a cure, ou alimente. Ou quem sabe a assuste com uma raiva maior.
Insone raiva, perturba meu sono quando mais preciso dele, sopra em meus ouvidos palavras que queria esquecer, cenas que tento manter no passado, e quando vence, me fazendo acender a luz, me convida para um cigarro, fingindo a cumplicidade de quem também estava sem sono.
Anfetaminas, curvai-vos, nem a mais forte das doses atingiria os patamares de loucura da minha raiva. Nem seus efeitos colaterais: taquicardia, hipertensão, tremedeira, bruxismo, falta de apetite, náusea ou suadeira, nada me travaria tanto.
Psicótica raiva, me faz ver o invisível, escutar o que ninguém disse e o ranger de uma escada vazia. Desconfigura meu bom senso e minha imagem no espelho.
Vaidosa, cheia de atributos, não gosta quando a confundem. Ela não tem nada a ver com a violência ou qualquer outra bestialidade, e às vezes pode até ser positiva, pelo menos é do que tenta convencer quando se apossa de pensamentos, ações, e assina textos.
Mas sei o que a desafia e lhe ameaça a existência. O que a faz renunciar a todo sentido e a mais vaga lembrança de onde veio. Apátrida raiva, o humor te desnorteia, eu sei. Só ele, só ele pode ser maior nos momentos em que é inflada às custas de respiração acelerada.
Basta um vestígio de humor, basta sua sombra, sua sobra, sua obra, e a raiva volta para dentro de sua caixinha, desajeitada e descabida, como uma árvore de natal na sala no fim do mês de março.
Efêmera raiva, outro dia te vi indo embora cheia de vergonha numa mesa de café da manhã. Toda prosa, toda cheia de si, com poder de desviar olhares e amargar o café que já era amargo, vi quando um sorriso a lançou pelos ares em espiral, tal qual uma bexiga recém furada.
Eu sei que você volta, raiva, e não é sempre que consigo te controlar, mas o humor, primo irmão do amor, amante da alegria e pai das cores, está sempre aqui à sua espreita. Se liga...
*Assim como qualquer outro sentimento a raiva tem seu lado belo, instigante, confuso e admirável ;)